Nossos ouvidos estão sempre em funcionamento, assim como os sons ao nosso redor. Celulares tocando, pessoas conversando, cães latindo, o ruído do trânsito, o canto dos pássaros… Mas quais desses sons você ainda é capaz de identificar com clareza? Pare por um instante, respire e tente simplesmente ouvir o mundo ao seu redor.
Nosso cérebro é uma máquina incrível que nos permite identificar e interpretar diferentes sons, focando naquilo que realmente queremos ouvir. É ele que reconhece instantaneamente a voz de um familiar no meio de uma multidão ou permite a leitura tranquila de um livro, ignorando os ruídos de fundo. Em resumo: embora o som esteja sempre presente, é o nosso cérebro quem processa o que captamos.
Mas nem sempre a engrenagem funciona perfeitamente. Às vezes, o cérebro não consegue identificar um som simplesmente porque o ouvido deixou de captá-lo. Você tem consciência dos sons que já não consegue mais ouvir?
As Causas da Perda Auditiva
Compreender os motivos que levam você ou alguém que você ama a perder a audição é o primeiro passo para encontrar a solução ideal e voltar a viver a vida em sua plenitude.
A perda auditiva ocorre quando uma parte do sistema auditivo — seja a orelha externa, média ou interna — sofre algum dano e não consegue mais conduzir os sinais sonoros corretamente até o cérebro. Ela se divide em duas grandes categorias:
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Congênita: Presente desde o nascimento, geralmente causada por fatores genéticos, complicações na gestação ou nascimento prematuro.
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Adquirida: Ocorre após o nascimento, resultante de fatores como envelhecimento natural (presbiacusia), exposição prolongada a ruídos altos, infecções ou doenças.
Independentemente da causa, a boa notícia é que, graças aos avanços tecnológicos dos aparelhos auditivos modernos, a perda auditiva é um problema altamente tratável.
Os Graus da Perda Auditiva
Os níveis de dificuldade auditiva variam bastante de pessoa para pessoa. Realizar uma audiometria com um fonoaudiólogo é a única forma de determinar o seu grau exato e o melhor tratamento. Conheça as classificações:
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Perda auditiva leve: Ruídos fracos (como o tique-taque de um relógio ou o canto de um pássaro distante) deixam de ser ouvidos. O entendimento da fala começa a ficar difícil em ambientes ruidosos.
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Perda auditiva moderada: Sons fracos e moderados já não são captados. Compreender conversas com ruído de fundo (como em restaurantes) torna-se uma tarefa muito exaustiva.
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Perda auditiva severa: É necessário que as pessoas falem muito alto para serem compreendidas. Conversas em grupo exigem um esforço mental gigantesco.
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Perda auditiva profunda: Apenas sons extremamente fortes são percebidos. Sem o uso de um aparelho auditivo ou implante, a comunicação oral se torna praticamente impossível, mesmo com grande esforço.
