Acredite se quiser: a maioria das pessoas começa a apresentar os primeiros sinais de declínio auditivo entre os 30 e 40 anos de idade. Essa constatação científica vem para quebrar de vez um dos maiores tabus da nossa sociedade, desmistificando a ideia de que a surdez é uma condição exclusiva da terceira idade.
Embora existam exceções — como casos de crianças que já nascem com deficiência auditiva ou desenvolvem sequelas devido a infecções na infância —, o envelhecimento natural dos nossos ouvidos começa muito antes do que imaginamos.
A Realidade dos Números
Pesquisas globais apontam que um em cada cinco adultos já sofre com algum grau de perda auditiva. Quando observamos a população na faixa dos 80 anos, esse número salta para mais da metade das pessoas. O detalhe que poucos sabem é que, para grande parte desses idosos, a raiz do problema começou lá atrás, antes mesmo de completarem 40 anos.
Presbiacusia: O Envelhecimento Silencioso
O nome clínico para a perda de audição relacionada à idade (que também possui forte influência hereditária) é Presbiacusia. O grande perigo dessa condição é que ela se manifesta de forma lenta e gradativa. Especialistas alertam que é absolutamente comum que o paciente só perceba o problema anos após o seu início.
O primeiro sintoma costuma ser a dificuldade de captar altas frequências sonoras (os tons mais agudos). Na fala humana, esses tons estão concentrados na pronúncia de consoantes como S, T, K, P e F. É por isso que quem sofre de Presbiacusia costuma relatar um sintoma muito clássico: ouvir as pessoas como se elas estivessem resmungando. Você escuta o som da voz, mas a compreensão das palavras falha.
Sinais de Alerta na Sua Rotina
Além da dificuldade com as consoantes, o princípio de perda auditiva se manifesta em pequenos obstáculos no dia a dia. Fique atento se você se identificar com estas situações:
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Volume da TV nas alturas: A sensação constante de que o volume da televisão está baixo, enquanto as outras pessoas da casa reclamam do barulho.
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Fadiga em grupos: Conversas normais com várias pessoas ao mesmo tempo tornam-se extremamente confusas e cansativas.
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Barreira dos ruídos: Falhas na tentativa de se comunicar em ambientes com som de fundo, como barulho de carros, restaurantes lotados ou música tocando.
Prevenir é Sempre o Melhor Caminho
Muitas vezes, nosso cérebro tenta mascarar o problema compensando a perda de volume, e acabamos descobrindo a deficiência apenas quando ela já evoluiu consideravelmente. Se você notou algum dos sintomas da lista acima, não adie a ida ao especialista para realizar um teste auditivo (audiometria). O velho ditado continua valendo: é melhor prevenir do que remediar.
Uma Nova Forma de Enxergar a Audição
O primeiro e mais importante passo é reconhecer que precisa de ajuda. Depois disso, não há motivo para sofrimentos ou tabus. Assim como é natural, fácil e rápido nos acostumarmos a usar óculos quando a visão fica embaçada, o aparelho auditivo moderno é a ferramenta ideal para devolver a nitidez da audição à sua rotina.
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